O Brasil é e continuará sendo um grande fornecedor de alimentos no futuro e para isso necessita investir cada vez mais em tecnologia para expandir suas vendas no mundo, conquistando novos mercados e gerando superávit na balança comercial brasileira, o que é muito bom para a economia.

De janeiro a dezembro de 2021, o saldo registrado foi de criação de 85,6 mil novos empregos com carteira assinada de acordo com o  Comunicado Técnico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Esse é o maior saldo de empregos de 2011. 

Nem mesmo a grande crise econômica e a pandemia foram capazes de desestabilizar o setor. A produção agrícola brasileira foi apontada como válvula de escape para diversos países, impulsionando as exportações.

De acordo com os dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a balança comercial do agronegócio brasileiro apresentou superávit de US$ 43,7 bilhões no acumulado do ano, de janeiro a abril de 2022. As exportações do setor cresceram 34,9%, enquanto asi importações ficaram relativamente estáveis, com alta de 0,7%, na comparação com o mesmo período de 2021. 

Com o desempenho, o agronegócio representou 48,3% das exportações totais do país nos seis primeiros meses de 2022.

Os principais produtos exportados foram:

O complexo soja (composto pelo grão, óleo e farelo) registrou queda de 2,5% no volume embarcado de janeiro a junho, para 64,7 milhões de toneladas, pressionada por um recuo de 7,8% nas exportações da oleaginosa em grãos, a 53,07 milhões de toneladas.

A redução reflete a menor disponibilidade de grãos para embarque após quebra na safra de verão 2021/22 causada pela seca na região Sul. No ano passado, o país — maior produtor e exportador global de soja — havia colhido uma safra recorde.

Já o preço médio da oleaginosa subiu mais de 30%, fazendo com que a receita de exportação do grão atingisse US$ 30,5 bilhões (R$ 164 bilhões), avanço de 23,7% ante igual período de 2021.

Em junho, as exportações totais do setor agropecuário também atingiram valor recorde da série histórica, com US$ 15,71 bilhões (R$ 84,81 bilhões — +31,2%), disse o ministério em nota. Ainda houve expansão de 2,1% no volume embarcado.

O complexo soja alcançou recorde de US$ 8,06 bilhões (R$ 43,5 bilhões) em vendas externas para meses de junho (+31,9%), mesmo com queda do volume importado (-2,3%), em virtude do desempenho da soja em grãos.

“A China, tradicional importadora da oleaginosa brasileira, adquiriu em junho 64,5% da quantidade exportada, 6,49 milhões de toneladas (-8,2%)”, disse a pasta.

As exportações de farelo de soja, segundo principal produto do complexo, foram de US$ 1,20 bilhão (R$ 6,47 bilhões) em junho (+63,8%). Pela primeira vez na série histórica, os embarques do produto nos meses de junho superaram a casa de 1 bilhão.

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