As ondas de calor podem ter um impacto significativo no consumo de energia elétrica, principalmente porque as temperaturas extremamente altas levam as pessoas a usar mais aparelhos de refrigeração, como ar-condicionado, ventiladores e refrigeradores.

No mês de setembro, o Brasil experimentou um aumento na sua demanda por energia elétrica de mais de 6%. De acordo com os dados do balanço da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) que foram disponibilizados antecipadamente para a CNN, o país consumiu 68 mil megawatts médios, representando um incremento de 6,2% em comparação com o mesmo período de 2022.

O último aumento significativo no consumo total de energia no país ocorreu em junho de 2021, quando comparado com o ano de 2020. Esse aumento refletiu o relaxamento das medidas relacionadas à pandemia da Covid-19 e registrou um crescimento de 8,5%.

A onda de calor que atingiu o país no mês passado foi a principal responsável pelo aumento na demanda, uma vez que os consumidores recorreram ao uso intensivo de aparelhos de ar-condicionado, tanto em residências como em supermercados, centros de comércio e serviços, a fim de manter o conforto térmico para os clientes.

Os estados que apresentaram os maiores aumentos na demanda foram o Maranhão (21,8%), Rio de Janeiro (18,6%) e Acre (18,3%). Apenas dois estados registraram queda no consumo: Amapá (-57,8%) e Rio Grande do Norte (-2,1%).

No estado de São Paulo, houve um aumento de 5,3% na demanda. Quanto ao Rio Grande do Norte, a redução foi causada por um volume significativo de chuvas, e a CCEE ainda está investigando as razões por trás da baixa demanda no Amapá.

Do total de energia elétrica consumida no Brasil, 43 mil megawatts médios foram utilizados pelo mercado regulado, que engloba consumidores residenciais, e registrou um aumento de 8,2%.

Por outro lado, o mercado livre, composto por clientes de alta tensão, como shoppings e indústrias, representou 25 mil megawatts médios do consumo total, com um aumento de 3% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

A concessionária de MT informou que, neste dia, 21 transformadores pararam de funcionar por pico de carga. Além disso, há previsão de que em outubro e novembro ocorram novos recordes de demanda por energia.

Ondas de calor e consumo de energia

Aqui estão alguns pontos importantes a considerar em relação a essa relação entre ondas de calor e consumo de energia elétrica:

1. Aumento da demanda por ar-condicionado: 

Durante as ondas de calor, a demanda por sistemas de ar-condicionado aumenta substancialmente, pois as pessoas tentam se refrescar e manter o conforto térmico em suas casas e locais de trabalho. Os sistemas de ar-condicionado consomem uma quantidade significativa de energia elétrica para resfriar o ar ambiente.

2. Picos de consumo de energia:

O uso generalizado de ar-condicionado durante uma onda de calor pode levar a picos de consumo de energia, especialmente durante as horas de pico do dia. Isso pode sobrecarregar a infraestrutura elétrica e, em alguns casos, resultar em quedas de energia ou apagões.

3. Aumento dos custos de energia:

O aumento da demanda por eletricidade durante as ondas de calor pode levar a um aumento nos preços da energia, especialmente nos mercados onde a oferta não consegue acompanhar a demanda. Isso pode resultar em contas de energia mais caras para os consumidores.

4. Impacto nas fontes de energia:

O aumento da demanda por eletricidade durante as ondas de calor pode afetar a matriz energética de uma região. Em algumas áreas, a geração de energia elétrica adicional pode depender de fontes de energia mais caras ou poluentes, como usinas termelétricas a gás natural, o que pode ter implicações para o meio ambiente.

5. Eficiência energética:

Durante as ondas de calor, é importante enfatizar a importância da eficiência energética, tanto nos sistemas de ar-condicionado quanto em outros aparelhos elétricos. Isso pode ajudar a reduzir o consumo de energia e os custos para os consumidores.

6. Alternativas de resfriamento:

Em algumas situações, é possível utilizar alternativas de resfriamento mais eficientes em termos energéticos, como ventiladores de teto, isolamento adequado em edifícios e o uso de cortinas ou persianas para bloquear a entrada de calor solar direto.

7. Conscientização e conservação:

As empresas de energia e os governos frequentemente fazem campanhas para conscientizar o público sobre o consumo responsável de energia durante as ondas de calor, incentivando as pessoas a ajustar as configurações de seus termostatos, desligar aparelhos não utilizados e adotar medidas de conservação de energia.

Portanto, as ondas de calor podem aumentar significativamente o consumo de energia elétrica devido ao uso intensivo de aparelhos de refrigeração. Isso pode ter implicações tanto econômicas quanto ambientais, destacando a importância da eficiência energética e da conscientização pública para lidar com esse desafio.

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