Os estragos causados pela ventania de mais de 100 km/h na região metropolitana de São Paulo no dia 3 de novembro ainda estão sendo avaliados por moradores e empresas das áreas afetadas. A Agência Nacional de Energia Elétrica avalia que Estado de SP teve mais de 2 milhões de pessoas sem energia e pico chegou a 3,7 milhões.

As adversidades climáticas, incluindo chuvas intensas e ventos fortes, resultaram na queda de árvores e postes, ocasionando a interrupção do fornecimento de energia para diversos estabelecimentos nas áreas afetadas. A distribuidora responsável, Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo S.A (Enel), não conseguiu restabelecer a energia dentro do prazo estabelecido pela Aneel, que é de até 4 horas.

O Instituto de Economia Gastão Vidigal da Associação Comercial de São Paulo (IEGV/ACSP) estima que uma perda de pelo menos R$ 126 milhões para os negócios que atuam no comércio paulistano devido ao evento climático. A estimativa é baseada no volume diário movimentado na cidade de São Paulo e na região metropolitana.

Ulisses Ruiz de Gamboa, economista da Associação Comercial de SP, ressalta que “os prejuízos são difíceis de estimar”, pois os efeitos do temporal não foram uniformes na cidade.

Segundo Fabio Pina, assessor econômico da FecomercioSP, os finais de semana representam os dias de maior movimento para o comércio e serviços em São Paulo, que fatura cerca de R$ 1 bilhão por dia. Ele destaca que o feriado de finados pode ter amenizado algumas perdas, já que parte dos consumidores estava viajando.

De acordo com o economista da ACSP, Ulisses Ruiz de Gamboa, a avaliação precisa dos prejuízos é desafiadora, pois os efeitos do evento climático não foram uniformes, e várias regiões ainda aguardam o restabelecimento total da energia. No entanto, ele destaca que os danos estão relacionados principalmente à redução nas compras imediatas e impulsivas dos consumidores.

Empresários, como Marcelo Lima, sócio da empresa “no Porto Espaço Lounge,” relatam perdas significativas, estimando prejuízo de R$ 35 mil pelos dois dias em que ficaram sem energia elétrica. Essas perdas se mostram particularmente desafiadoras no final do ano, quando compromissos financeiros, como o décimo terceiro salário dos funcionários, precisam ser cumpridos.

Falta de água

Para ajudar, a falta de energia paralisou instalações e estações elevatórias da empresa, afetando o nível dos reservatórios e, consequente, o abastecimento de água em diversas regiões. Além da falta de energia elétrica, muitas empresas ainda ficaram sem água.

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